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André Gaidzinski volta às pistas em Portugal pela Porsche Cup
Reportagem: Aline Felkl / Juliana Pamplona
Foto: Luca Bassani
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Após um período maior de preparação, o piloto catarinense encara a sua primeira corrida da quarta etapa. A disputa segue até domingo (04/08).

O piloto André Gaidzinski volta às pistas hoje (02/08), no Autódromo do Estoril, na primeira corrida da Carrera 3.8, categoria que concorre, e para a formação do Grid da Sprit. Ele é o único catarinense participando das etapas 4 e 5 da Porsche Cup 2019, em Portugal. E para encarar esse duplo desafio, em um traçado com 4,36 quilômetros e 13 curvas, além de focar na parte técnica, o atleta também tem investido pesado em treinos físicos. Sob orientação de profissionais especialistas em alto desempenho, ele tem intensificado a carga de exercícios anaeróbicos para o desenvolvimento do tronco superior e aumento da capacidade cardiovascular.

A disputa em Estoril foi aguardada com ansiedade, depois de quatro temporadas em que a Porsche Cup esteve afastada do solo europeu. Este circuito já recebeu a categoria brasileira outras três vezes (2011, 2012 e 2014) e foi palco da primeira vitória de Ayrton Senna na Fórmula 1, o que o catarinense considera uma inspiração e tanto para crescer ainda mais na disputa. Com bons resultados até agora, Gaidzinski está entre os Top 11 na categoria GT3 Cup Challenger 3.8 e promete subir alguns degraus no ranking com o resultado desta rodada.

O piloto está otimista com a passagem por Estoril, que após passar por reformas implementou novamente a 'Curva do Tanque', trecho muito apreciado pelos pilotos e que havia sido retirado do circuito."Com a alteração, o traçado devolve aos atletas a magia de outros tempos. Além disso, essa nova configuração deixa a pista mais curta e rápida ", avalia o piloto.

Considerado o principal evento de Gran Turismo da América Latina, a Porsche Cup Brasil está se reinventando e pela primeira vez na sua história duas etapas serão disputadas na mesma programação: uma do campeonato de Sprint, de curta duração, e outra válida pelo Endurance Series, de longa duração. Além disso, este ano devido ao crescimento do grid após a Etapa 1, todos os carros 4.0 correm juntos e, em um outro grid, também correm juntos todos os carros 3.8, categoria de Gaidzinski.

Tecnologia e design

Para ajudar no seu desempenho e segurança, o piloto tem o auxílio de equipamentos de ponta, referência em tecnologia automotiva. Um bom exemplo disso é o capacete BELL modelo HP7, feito com fibra de carbono, sete vezes mais leve e sete vezes mais resistente que o aço. E o que o André irá estrear nessa etapa foi customizado por Allan Mosca, que também pela primeira vez está assinando uma obra oficialmente. O artista é filho do maior aerografista brasileiro, Sid Mosca, que pintou todos os capacetes de Ayrton Senna e personalizou os de Michael Schumacher, Mika Hakkinen, Emerson Fittipaldi, entre outros principais pilotos do mundo.

Além disso, para garantir bons resultados na pista, o atleta conta ainda com a mais alta tecnologia alemã em um carro com seis cilindros boxer e câmbio 'paddle shift' de seis marchas, com central de aquisição de dados 'cosworth'. Tudo isso em um modelo retrô inspirado no primeiro Porsche Campeão das 24 Horas de Le Mans, considerado um ícone no automobilismo mundial.

O piloto André Gaidzinski

Depois de 15 anos afastado das pistas, envolvido apenas com os seus negócios em Santa Catarina, André Gaidzinski retornou no ano passado aos treinos e corridas profissionais, e fechou a temporada 2018 no circuito Porsche Cup em sexto lugar geral. Nesta temporada, alcançou o pódio já na primeira corrida da primeira etapa, disputada no autódromo de Interlagos, em março.

Em seu currículo, ele ainda traz do ano passado o 2º lugar na etapa Formula 1, também no Porsche Gt3 Cup Challenger 3.8, e ao longo de sua história passagens pela Fórmula Chevrolet, Campeonato Brasileiro de Fórmula Ford, 3º lugar no Warm Up em Brasilia e 3º lugar na classificação em Goiânia. Apaixonado pela velocidade, André começou cedo o seu interesse pelo mundo dos grids. Desde os 10 anos já acompanhava as corridas de Formula FIAT e aos 17 decidiu realizar o seu maior sonho, começando a sua trajetória profissional pelo Kart, em 1991.

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