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Velocidade na Terra: Scheffer e Synthes são os campeões de 2020
Reportagem: Caio Scafuro
Foto: Victor Lara
CS Press & Content
Scheffer venceu pela primeira vez o título nacional no Autocross; Synthes conquistou mais um título brasileiro no Kartcross.

O fim de semana em Cuiabá (MT) foi o mais importante do ano para os fãs de Velocidade na Terra. O Autódromo Bom Futuro recebeu entre os dias 3 e 5 de dezembro o Campeonato Brasileiro de Velocidade na Terra (BRVT) 2020. Com 18 postulantes ao título nacional no Autocross, quem se deu melhor foi o piloto da casa Gilliard Scheffer, que conquistou seu primeiro título brasileiro, superando nomes de peso da categoria, como os tetracampeões Celsinho Mello e Ricardo Basso, além do campeão de 2019, Adroaldo Weisheimer. Na disputa do Kartcross, quem levou a melhor foi o paulista Alan Synthes, que conquistou seu oitavo título nacional no seu retorno às competições após um acidente grave na Copa Brasil de Kart no ano passado. O Kartcross recebeu 30 pilotos na competição.

Para o presidente da Comissão Nacional de Velocidade na Terra, Gian Pasquali, o evento de 2020 teve total sucesso. "Tornar esse evento uma realidade neste ano foi um grande desafio, mas chegamos ao fim com a sensação de missão cumprida. Especialmente em um momento tão delicado como o que estamos vivendo, poder realizar este evento e congregar a comunidade da Velocidade na Terra, é especial. Tivemos o envolvimento e engajamento dos pilotos, equipes e organização que se esforçaram e deram o máximo para realizar um evento memorável", avaliou Pasquali.

Para o diretor de Marketing da CBA, Milton Santana, desafio e inovação foram as palavras chave dessa edição. "Temos que dar os créditos para quem acreditou nesse projeto em tempos tão difíceis. Conseguimos mostrar para a UPL que era possível fazer um evento digno de campeonato nacional e foi o que entregamos. Quase 20 horas de transmissão ao vivo e simultânea no Facebook e no YouTube, com novos recursos, como o replay durante as corridas e uma interação pró-ativa com os internautas, através, de uma estrutura remota montada com esta finalidade. Isso enriqueceu muito e mostra o caminho de evolução da categoria como um todo", comemorou Santana.

Seguindo padrões rígidos de segurança devido a pandemia de Covid-19, o Autódromo Bom Futuro não pode receber o tradicional público. Todo o staff, pilotos e mecânicos presentes tiveram que apresentar laudo negativo para o exame RT-PCR, o que proporcionou algumas baixas entre os competidores.

Autocross

Com tantos campeões brasileiros no grid, a pressão naqueles pilotos que não fazem parte do 'hall de campeões' parecia ainda maior. Mas o mato grossense Gilliard Scheffer não pareceu se importar com isso e conquistou com autoridade o primeiro título nacional no mesmo fim de semana em que comemorou 41 anos de idade.

"É inexplicável poder ganhar um campeonato em casa no final de semana do meu aniversário. Também é uma grande emoção trazer o título de volta ao Estado de Mato Grosso", avaliou o piloto de Sapezal (MT). "Depois da quinta bateria a equipe somou os pontos umas dez vezes para ver se a pontuação estava certa e fomos para a pista sabendo que a gente não precisava completar a prova para ganhar o título. Fui para a pista com muita alegria. Só quero parabenizar a equipe Guerra Motorsports que deixou o carro em perfeitas condições para o fim de semana", completou.

Scheffer chegou na bateria final com 89 pontos com o título garantido, pois mesmo que não terminasse a prova não seria alcançado pelos outros competidores após os descartes. E foi exatamente isso que aconteceu, o piloto liderava a prova quando na abertura da sexta volta foi obrigado a abandonar com problemas no motor.

"Antes a gente não tinha nenhum título, então agora o peso e a responsabilidade aumentam para as próximas temporadas. Os outros competidores passam a nos enxergar de outra maneira. Mas vamos trabalhar e alinhar novamente para continuar competitivos e brigar pelo título novamente", disse Scheffer.

Completam o top-5 do Brasileiro de Autocross o tetracampeão Celsinho Mello, de Piracicaba (SP) em segundo, Marlon Fedrizzi, de Campo Novo do Parecis (MT) em terceiro, William Cancelier, de Luís Eduardo Magalhães (BA) em quarto e Valdir Jacobowski, também de Campo Novo do Parecis (MT) em quinto.

Kartcross

O Kartcross consagrou um multicampeão, mas com um sentimento de primeiro título. Após sofrer um acidente grave na Copa Brasil no ano passado, Alan Synthes disputou a sua primeira competição depois de uma cirurgia na coluna. O piloto paulista de 38 anos levou o Kartcross #102 aos 75 pontos, 14 a mais do que o vice-campeão Wagner Marques, de Apucarana (PR).

"Estou muito feliz em conquistar esse título. Esse chassi é novo, viemos testar aqui, é um protótipo que meu pai está testando. Na bateria na chuva eu tive um toque, o kart ficou torto, não pude trocar e ainda assim consegui trazer esse título. Então é muito especial para mim, ainda mais depois do meu acidente. Tenho que agradecer ao meu pai e quero dedicar essa vitória a um menininho chamado José, filho do José de Tapurah que faleceu em um acidente. Então esse título é para ele", comentou o campeão.

Além de Synthes e Marques, completam o top-5 do Brasileiro de Kartcross os pilotos Nino Machado, de Itatinga (SP) em terceiro, Rafael Marques, de Lucas do Rio Verde (MT) em quarto e Davi Santin, de Piracicaba (SP) em quinto.

Edição 2020

A edição 2020 do BRVT teve patrocínio máster da UPL, com realização da CBA, da FAEMT e do Autódromo Bom Futuro. Foram disputadas duas provas com duas baterias em cada no Kartcross e seis baterias e três provas no Autocross, todas válidas pela etapa única do Brasileiro. Ao todo foram aproximadamente 20 horas de transmissão ao vivo pelo YouTube da categoria nos dias 3 e 4 de dezembro.

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