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Krüger acelera novo capítulo da carreira e testa Stock Light em Brasília
Reportagem: Kako Marques
Foto: Vanderley Soares
KMCom
Após dois anos de destaque na Fórmula Delta, piloto capixaba de 15 anos dá primeiro passo rumo à Stock Light e inicia fase de adaptação pensando na temporada 2027.

A decisão de mudar o rumo de uma carreira nunca é fácil e exige coragem. Mas quando se pilota em uma pista a mais de 200 km/h, sabe-se que coragem não falta. Foi com esse espírito que o piloto Henrique Krüger (MedSênior / Fucape / Benevix / Veronord / Stock Light / Equipe: M/Force Driver Development / Coach: Maurizio Sala), decidiu encerrar seu ciclo na Fórmula Delta após dois anos de atuações de destaque e abrir caminho para um novo desafio no automobilismo nacional.

Novo Paddock

Acompanhando de perto a 6ª etapa da Stock Light, disputada no último fim de semana, na capital federal, Henrique aproveitou a passagem por Brasília para dar um passo importante em sua trajetória. No início desta semana, o piloto do Espírito Santo teve o primeiro contato com um carro da categoria de acesso à Stock Pro Series e a pista do Autódromo Internacional Nelson Piquet, foi testemunha dos testes que marcaram o início desta nova fase.

A experiência aconteceu a bordo do carro #99 da equipe M / Force Driver Development, utilizado durante o fim de semana pelos pilotos Firas Fahs e Enzo Falquete. Para Henrique, o momento representou muito mais do que simplesmente acelerar um novo carro, mas foi a oportunidade de conhecer a categoria, entender o comportamento do equipamento e começar a construir, quilômetro a quilômetro, a preparação para os seus próximos passos.

"Foi uma experiência incrível no Autódromo de Brasília. Sou muito grato pela oportunidade e por todo o suporte no teste com o carro da Stock Light Brasil. Foi um dia especial e de muito aprendizado", destacou Henrique Krüger.

Evolução rápida e aprendizado

O teste foi dividido em quatro oportunidades para Henrique ir à pista. Logo nas primeiras voltas, o piloto mostrou capacidade de adaptação e conseguiu reduzir praticamente cinco segundos de seu tempo entre a primeira e a segunda sessão. Na primeira saída, Henrique registrou 2min12s. Na segunda sessão, baixou sua marca para 2min07s7. O processo de evolução, porém, foi interrompido por uma bandeira vermelha, que provocou uma longa paralisação nos boxes e fez a temperatura do traçado subir consideravelmente.

"Fiz quatro saídas ao todo. Na primeira virei 2 minutos e 12 segundos, na segunda consegui 2 minutos 7 segundos e 7 centésimos. Uma bandeira vermelha deixou a gente parado muito tempo no boxe e, com isso, a temperatura subiu muito, chegou a 34°C. Daí em diante não conseguimos melhorar o tempo, devido às condições, mas foi uma excelente experiência", explicou o piloto capixaba.

Outro jeito de guiar

Mais do que o cronômetro, o teste serviu para acumular informações importantes. Com a ajuda do piloto Enzo Falquete, Henrique pôde compreender diferentes aspectos da condução, entender as reações do carro e sentir na prática as diferenças em relação ao equipamento que estava acostumado a pilotar na Fórmula Delta. Para um piloto que inicia uma transição de categoria, cada volta representa aprendizado e cada dificuldade se transforma em parte do processo de evolução.

Ao final do teste, Henrique fez questão de reconhecer o trabalho de todos que contribuíram para que o primeiro contato com a Stock Light acontecesse.

"Queria agradecer a toda a equipe da M/Force Driver Development, ao Edmar Salguero e ao Ricardo Fávaro, que me direcionaram até esse teste. Agradecer também ao Enzo Falquete por todo apoio e pela gentileza em me ajudar com o que precisei em relação à pista e ao carro", afirmou Henrique.

Impressão da equipe

O desempenho de Henrique Krüger foi digno de elogios por parte do Chefe da equipe M/Force Driver Development, Ricardo Fávaro.

"Eu posso dizer que foi bastante bom. A gente tinha planejado para ele sair com pneu de poucas voltas, mas praticamente não teve final, por causa da demora em liberar a pista. O Henrique iria baixar esse tempo e para um cara que nunca sentou num carro desse, um carro difícil de pilotar, está ótimo", elogiou Fávaro.

O Ricardo aproveitou para fazer um novo convite para o piloto do Espírito Santo voltar à equipe, para novos testes até o início da temporada de 2027, já que a partir de agora, o trabalho de adaptação ganha ainda mais importância na reta final de 2026.

"Claro que tem pontos a corrigir, mas isso é normal para o primeiro contato. Acho que a gente vai ter uma evolução muito rápida dele", concluiu o chefe da equipe.

A meta de Krüger é aproveitar cada oportunidade de treinamento, acumular experiência e chegar preparado para voltar oficialmente às competições em 2027. O capixaba ainda não confirmou que equipe poderá defender na próxima temporada, mas sabe que existe um caminho a ser percorrido até a definição.

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