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Chuva e barro marcam o fim do penúltimo dia
Reportagem:
Maria Isabel Maranhão Ritzmann
Novo Conceito
Fotos: Mary Derosso |
Categoria Master tem novos líderes após 3 dias de raid. Irmãos dominam na categoria Sênior e na Geral. |
As etapas mais longas do Transparaná 2010 foram disputadas entre Guarapuava a Ponta Grossa, onde foram percorridos cerca de 290 km. Pilotos e navegadores levaram aproximadamente 9 horas e meia para cumprir a 7ª e 8ª etapas do raid. No trajeto da manhã, de Guarapuava a Irati, trilhas cheias de barros. Já à tarde, de Irati a Ponta Grossa, a chuva caiu forte.
Com trilhas mais pesadas, as adversidades aumentaram. De manhã, jipes deslizavam no barro para desespero de navegadores, que se perdiam no controle das distâncias. Na etapa da tarde, muita água exigiu técnica de pilotos no controle dos carros. "Vou uma etapa mais pesada, com mais emoção, mas também com adversidades que fugiram do controle. O resultado de hoje vai ser pura loteria", resumiu Ronald Leis, navegador da equipe Niteroi Rally Team.
O Transparaná chegou ao final do terceiro dia de disputa com uma nova dupla na liderança da principal categoria. Os catarinenses Anacleto Ferrari e Arnaldo Ferrari, de Rio do Sul (SC), saíram da 3ª posição para assumir a liderança da categoria Master, após a disputada da 6ª etapa finalizada em Guarapuava, na região centro-oeste do Paraná. "Estamos conseguindo manter uma regularidade na prova. Em nenhuma etapa até agora tivemos perdas significativas que comprometesse o resultado. Esperamos manter esse desempenho para se manter na ponta", declarou o piloto Ferrari. Foram aproximadamente 286 km percorridos em pouco mais de 8 horas de prova.

Desde o início da competição a liderança estava nas mãos de Rone Branco e Edson da Costa. "Erramos o percurso na etapa da manhã, de Campo Mourão a Pitanga, andando por cerca de dois minutos pelo caminho errado. Foi tempo suficiente para perdermos a etapa", lamentou o piloto Branco. A dupla, sem o descarte do pior resultado entre as 10 etapas, caiu para o 16º lugar. A 2ª posição da categoria foi mantida pela dupla Fernando Lage, de Belo Horizonte (MG) e Rafael Dal Bello, de Uberlândia (MG). A dupla de São Bento do Sul (SC), do pai Acyr Alexandre Becker e da filha Fernanda Becker, assumiram a 3ª posição.
O piloto Edson Magnett e o navegador Leandro Ferreira andaram bem no terceiro dia de prova, no trajeto de Campo Mourão a Guarapuava. Com o resultado de mais 2 etapas, que duraram cerca de 8 horas, a equipe Magnett Racing chegou a 14ª posição (sem o descarte) na classificação da categoria Master. Como enfrentaram problemas no primeiro dia de prova, a concentração da dupla na recuperação vem trazendo resultados. Do 19º lugar que ocupava no primeiro dia, a Magnett Racing já ganhou 5 posições. "O objetivo agora é mandar bem na prova, de Guarapuava a Ponta Grossa, para terminar o penúltimo dia de prova entre os dez primeiros colocados", declarou o piloto Magnett. "Na primeira etapa perdemos mais de 2000 pontos, que provavelmente será a etapa a descartar. Tirando esse número alto de pontos perdidos a nossa classificação melhora ainda mais", afirmou o navegador Leandro.
Desde o primeiro dia, a dupla de irmãos do piloto Marcos Bezerra, de Ponta Grossa, e navegador Antônio Bezerra Neto, de Castro, lidera na categoria Sênior. Depois dos resultados da 6ª etapa, divulgados pelo Jeep Clube de Curitiba na noite de quarta-feira (27), dupla do interior assumiu a liderança também da classificação geral da prova, com a queda da dupla Rone Branco e Edson de Castro, da Master.
Em 3 dias foram disputadas 6 etapas, sendo que, 5 destas foram vencidas pelos irmãos Bezerra. "O segredo é ter uma equipe de apoio eficiente, sempre pronta a resolver os problemas que surgem. Mas não se pode esquecer da sorte, ela tem nos acompanhado neste Transparaná", confessou o piloto Bezerra. "Tem que procurar fazer a coisa certa e ainda torcer para que nada dê errado. Você tem que estar ligado o tempo todo durante cada etapa", completou o navegador Bezerra.
Apesar do bom desempenho e da boa vantagem sobre o segundo colocado, os irmãos sabem que precisam entrar antenados no jipe. "Se a pontuação fosse por ranking, o primeiro ganha tantos pontos, o segundo tantos, e assim sucessivamente, estaríamos tranqüilos. O problema é que nunca sabemos o número de pontos que vamos perder em cada etapa", lembra o navegador. "Perder um PC (ponto de controle de tempo) ou dar outra bobeira é o suficiente para despencar na classificação", ressalta o piloto.
Depois de 6 etapas, a 2ª posição da categoria Sênior é ocupada pela dupla paulista do piloto Paulo Roberto dos Santos e navegador Fabiano Bonafé. A dupla de Curitiba, do piloto Juvenil Sampaio e navegador Igor Ratkoski, está em 3º. |