|
Largada
promocional debaixo de chuva
Reportagem:
MOTOR ON LINE
Fotos: MOTOR ON LINE / Paulo Valente
|
Mesmo
com chuva torrencial, um grande público compareceu em frente
ao Palácio Iguaçu, sede do Governo do Estado do Paraná,
para prestigiar a largada da 12ª edição.
|
No
final da tarde deste domingo (22), a chuva deu uma breve trégua
até os jipes alinharem para a largada, mas coincidentemente, assim
que começou o show de fogos de artifício a chuva caiu forte.
Mesmo assim, muitos nem procuraram abrigo, só para não perder
a beleza do show pirotécnico e a emoção do jipes passando sob
o portal de largada.
A
família Java, famosa por correr com um jipe Javali e que sempre
competiu no Transparaná, desta vez estará do outro lado: vai ser
equipe de apoio mecânico para dois competidores. "Ver todo
mundo largando dá vontade de estar andando na prova. Mas é uma
experiência nova, queremos ver este outro lado também. Toda a
família está aqui, unida para este Transparaná".
Quem
está indo para o Transparaná mais tranqüila é a dupla Mauro /
Juba. "No ano passado fiz o Transparaná sem apoio nenhum e
foi muito difícil. Tive quebras no jipe e acabei tendo que vir
rebocado até Curitiba para poder consertá-lo. Por isso, nesta
edição não tive dúvida em contar com o apoio da Família Java.
Quero terminar a prova e bem. É um investimento que vale a pena",
declarou Mauro.
Valdecir
Donizetti, que está retornando ao Transparaná neste ano, tem uma
boa expectativa da prova. "Participei de oito edições do Transparaná,
desde quando começou em 1995 até 2002. Como a minha praia é regularidade
e em 2002 notamos que a prova estava puxando muito para a velocidade,
estilo rally, acabamos não participando dos anos seguintes. Agora
com a diretoria nova, a gente teve informações de que a prova
está voltando a ser o que era antigamente, com mais regularidade,
transpondo obstáculos e com maior grau de dificuldade. Isso é
particularmente o que eu gosto. O que eu espero da prova é que
ela volte a ter a característica inicial, uma prova realmente
para jipe, para 4x4, para você cruzar brejo, rio, subir morro,
passar por cima de pedras, e deixar de ser aquele rally, onde
o cara que andar a 130 km/h ganha. Sou aficcionado do 4x4 e da
prova de regularidade", comentou. Valdecir compete com um
Mitsubishi TR4 na categoria Master e torce por chuva durante a
prova. "A chuva acaba peneirando as equipes. Uma prova muito
fácil, com tudo seco e sem maiores dificuldades, todo mundo faz
igual. Quando a chuva vem, é um fator complicante mas é gostoso,
e o piloto vai ter que mostrar braço. Mostra realmente quem sabe
navegar e quem sabe pilotar. Além disso, o Transparaná é uma prova
de 6 dias, e isso exige também que se poupe o equipamento. Então
não adianta nada sair-se bem em uma etapa, mas debulhar o equipamento",
conclui o piloto de Maringá (PR).
"Não
esperava esta chuva hoje, já na largada. Mas vai ser adrenalina
pura a partir de amanhã. Esta prova vai estar muito boa. Serão
1650 km e 45 horas de pilotagem", disse eufórico o diretor
de prova Luiz Felipe Campelo, o criador do Transparaná.

|